Eu poderia ser a sua paciente.
Por isso, eu não trabalho como uma agência comum.

Meu nome é Gabriela Clasen. Eu trabalho com marketing e design há alguns anos, e nesse tempo todo a coisa que mais me incomoda no mercado é a forma como ele fala com profissionais do cuidado.
Há uma cartilha implícita: posta todo dia, escala, fatura, vire referência em 90 dias. Há cursos de dez mil reais que prometem agenda cheia. Há gurus que falam sobre “posicionamento” como se posicionamento fosse um truque, e não um exercício longo de honestidade.
Eu acredito que essa forma de comunicação não combina com psicologia. Não combina com clínica. Não combina, na verdade, com nenhum trabalho que envolva escuta e tempo.
A Clasen Studio nasceu dessa incompatibilidade. Eu queria construir um espaço de marketing que olhasse para psicólogas do mesmo jeito que uma psicóloga boa olha para uma paciente: com atenção ao que está sendo dito e ao que não está, com paciência para o que demora a aparecer, com respeito pela complexidade.
Eu trabalho com cinema, com literatura, com arte. Não como decoração da minha bio, mas como instrumento. Quando eu olho para uma cliente, eu penso em como Sofia Coppola filma mulheres dentro de molduras bem construídas. Penso em como Chazelle sustenta tensão sem resolvê-la. Penso em cottagecore não como uma estética para imitar, mas como uma reflexão sobre o que faz uma imagem comunicar calma de verdade.
Tudo isso vira método. Antes de escolher uma paleta, eu pergunto que filme você assistiria três vezes. Antes de escrever uma legenda, eu leio o que você escreveu sobre você mesma. Antes de pensar em performance, eu penso em presença.
Eu poderia ser a sua paciente. Eu sou consumidora desse trabalho que você faz. Eu sei o que faz uma psicóloga parecer confiável aos olhos de quem está prestes a falar das próprias coisas. E é a partir desse lugar de cliente em potencial — não de fornecedora — que eu desenho cada coisa que sai da Clasen.
Talvez isso não traga a sua agenda cheia em três meses. Mas é o caminho mais verdadeiro, e o único que eu sei fazer.
Princípios
Algumas coisas que a gente não negocia.
- 01
Presença antes de performance.
Acreditamos que ser visto pelas pessoas certas vale mais do que ser visto por todas.
- 02
O cuidado também merece imagem.
Profissionais que cuidam de outros têm direito a uma estética que comunique cuidado.
- 03
Repertório como instrumento, não decoração.
Cinema, literatura e arte entram no nosso trabalho para pensar, não para enfeitar.
- 04
Lentidão como método.
A gente prefere começar bem a começar rápido. O ritmo do trabalho respeita o ritmo do que está sendo construído.
- 05
Honestidade sobre o que prometemos.
Não vendemos resultado em prazo. Vendemos um caminho de presença que você reconhece como seu.
Inspirações
O que vemos enquanto trabalhamos.
Esta seção é uma janela. Não para mostrar erudição, mas para você entender de onde vêm as escolhas que fazemos.
Sofia Coppola
Atmosfera como ponto de vista. Filma mulheres dentro de molduras bem construídas, e deixa o silêncio falar.
Damien Chazelle
Sustentar tensão sem resolvê-la. Romance e crueldade coexistindo na mesma imagem.
Stanley Kubrick
Composição como força narrativa. Cada quadro é decisão, não acaso.
Wong Kar-wai
Cor como emoção. Cidade como cenário interior.
Cottagecore
Slow living como impulso pastoral contemporâneo. A vida em ritmo de cuidado.
Se isso ressoou, eu estou aqui.